Em Manaus, público aprova transmissão do 55° Festival Folclórico no Largo São Sebastião

Torcedores do Caprichoso e Garantido acompanharam as três noites de festa na praça que emoldura o cartão-postal da cidade.

A terceira e última noite do 55° Festival Folclórico de Parintins, no domingo (26/06), fez lotar o Largo de São Sebastião, em Manaus, onde foi transmitido, ao vivo, todo o evento. A ação inédita reuniu mais de 1.800 pessoas nas três noites do festival, que iniciou na sexta-feira (24/06). As transmissões aconteceram 30 minutos antes dos espetáculos em Parintins e seguiram madrugada adentro com a presença dos torcedores do Caprichoso e Garantido.

A iniciativa promovida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) integrou o Circuito +Cultura, pacote de programação alternativa gratuita para os brincantes no período do festival na Ilha Tupinambarana.

O secretário titular da pasta, Marcos Apolo Muniz, enfatiza que a transmissão no Largo de São Sebastião atendeu os pedidos daqueles que não conseguiram ir para o festival.

“O governador Wilson Lima determinou que fosse providenciado um telão para transmissão no Largo, que é o palco de diversas manifestações artísticas e culturais, e o Festival Folclórico de Parintins não poderia ficar de fora. O público pôde ver ao vivo todos os detalhes das apresentações dos bois. Com certeza o evento entrou para história do festival e deve continuar pelos próximos anos”, adianta Apolo.

Regras no Largo

Assim como acontece na Arena do Bumbódromo, em Parintins, no Largo de São Sebastião algumas regras foram criadas pelos próprios brincantes: no momento da apresentação de um boi, os torcedores ocupam as cadeiras posicionadas em frente ao telão e os brincantes do contrário permanecem em total silêncio. Ao final do espetáculo, os torcedores do outro boi assumem as cadeiras para assistir à transmissão.

O estudante Emanuel Grieco, morador da Cachoeirinha, conta que, no primeiro dia de transmissão em Manaus, apenas três amigos o acompanharam, no entanto, o grupo cresceu no decorrer do festival e chegou a reunir mais de dez pessoas de vários bairros da cidade. Mesmo com o término da temporada bovina, o estudante, que se declara apaixonado pelo Boi Caprichoso, vai seguir com o grupo, batizado de “Item 19 do Largo”.

“A cada dia aumenta o número da galera que vai se formando, e a gente espera mesmo é que o governo dê continuidade, para que quem não consegue ir para a Ilha possa assistir a este grandioso festival que representa toda a nossa cultura e diversidade amazônica”, disse Emanuel.

Do lado contrário, a amazonense Sihame Araújo conta que ficou sabendo da iniciativa pelas redes sociais da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (@culturadoam) e se organizou com a família para assistir o Garantido, ao vivo, no Largo. “Como eu já fui ao festival em Parintins e já senti o frio na barriga. A gente chora, se emociona, e aqui (Largo de São Sebastião) é a mesma coisa”, conta.

Cartão-postal

A montagem da estrutura em um dos locais mais frequentados por amazonenses e turistas, o Largo de São Sebastião, que tem ao fundo o Teatro Amazonas, contribuiu com o sucesso do evento. A autônoma, Andrea Paes Barreto, que mora no bairro do Japiim, destaca que aos finais de semana, o espaço público é frequentado por ela e a família. A transmissão do festival no local foi mais um atrativo.

“Estou curtindo a parte da cultura, nós amazonenses gostamos muito, está no sangue. Tive minha criação aqui (Largo) e hoje trago a minha família, minha filha, meu esposo. Uma noite maravilhosa”, disse a torcedora do Boi Azul.

Com a mesma intenção de se divertir, a funcionária pública Isis Gama saiu cedo de casa no bairro da Paz, com o marido, para garantir um bom lugar.

“Primeira vez que venho assistir à transmissão no Largo, e a gente chega próximo do que sente em Parintins. A ideia é sensacional porque, querendo ou não, aproxima os turistas que estão em Manaus da experiência do espetáculo em Parintins”, disse Isis, apaixonada pelo Boi de Coração na Testa.

Fonte: Secretaria de Cultura e Economia Criativa