Cultura

Voluntários do Sertão escolhem o Caprichoso: Solidariedade e cultura se encontram no Curral Zeca Xibelão

Ícone da cultura brasileira, o boi negro da Amazônia reafirmou seu papel social.

Na vanguarda das ações que unem a grandiosidade cultural à responsabilidade social, o Boi Caprichoso abriu as portas do curral Zeca Xibelão, na noite desta terça-feira, 2 de junho. Durante os ensaios técnicos para o Festival de Parintins, o Touro Negro da Amazônia fez uma emocionante exceção em sua preparação de arena para homenagear os profissionais da ONG Voluntários do Sertão, que cumprem missão humanitária na Ilha Tupinambarana.

A iniciativa faz parte da Missão Excelsior, uma cooperação com a Força Aérea Brasileira (FAB). Enquanto a FAB coordena um hospital de campanha montado no cais do porto de Parintins, os voluntários de saúde, vindos de diversas regiões do país, dividem-se em atendimentos em várias escolas da rede pública.

Ícone da cultura brasileira, o boi negro da Amazônia reafirmou seu papel social. O presidente do Conselho de Arte do Caprichoso, Ericky Nakanome, expressou a gratidão da diretoria e da nação azulada pela dedicação dos profissionais ao povo parintinense.

Para muitos dos profissionais de saúde, o contato com o ritmo e a energia do Caprichoso foi uma experiência transformadora. O sentimento geral entre os integrantes da ONG é o de que eles foram escolhidos pelo boi. 

A farmacêutica Josiane Canaan, natural de Araraquara (SP), relatou como a sinergia com o bumbá começou antes mesmo do desembarque.  “Eu fui procurar saber da história, do folclore de vocês. Só que aí eu já vim pensando no Caprichoso. Cheguei aqui, fui olhando e tentei entender como que era a dinâmica da cidade e hoje eu saio com o coração cheio de gratidão. Fomos muito bem recebidos, estamos realizando um trabalho excelente e agora estamos prestigiando esse ensaio no Caprichoso.”

Vinda de Ribeirão Preto (SP), Launa Falavinha não escondeu o impacto de presenciar a força cultural da floresta pela primeira vez. “Ele (Caprichoso) significa uma energia que não dá pra explicar. Quando eu olho, o coração transborda, o olho brilha, é de arrepiar o corpo. E aí quando eu cheguei, a coreografia, a estrutura, a música… É uma cultura muito vasta, única e exclusiva dessa região. A gente não encontra isso em nenhum lugar no Brasil, é lindo!”.

O sentimento de conexão com o pavilhão azul e branco foi sintetizado por Priscila Vercesi, que descobriu no meio do trabalho voluntário a paixão pelo festival.  “A minha expectativa era poder trabalhar e ajudar pessoas pelo projeto Voluntários do Sertão. Aí, num belo sábado, a gente terminou de organizar uma farmácia e viemos para o curral para conhecer o Caprichoso. O amor foi de primeira. E aí, conversando com uma pessoa, ela me falou assim: ‘É o boi que escolhe você’. E começou tudo. Não tive dúvida, o Caprichoso me escolheu.”

As apresentações do Boi Caprichoso para o espetáculo “Brinquedo que canta seu chão” acontecem nas noites de 26, 27 e 28 de junho na arena do Bumbódromo.

Fotos: Clara Mourão e Michel Amazonas

Fonte: Assessoria de Comunicação Boi Caprichoso

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