Amazonas

Suframa reúne grupo de agricultores para processo final de regularização fundiária

Agenda desta sexta-feira (13), na sede da Suframa, propocionou aos agricultores familiares a comunicação oficial de que seus processos de regularização fundiária

A Suframa deu mais um passo decisivo para solucionar passivos históricos no Distrito Agropecuário da Suframa (DAS). Em evento realizado nesta sexta-feira (13) no auditório da Autarquia, um grupo agricultores familiares recebeu a comunicação oficial de que seus processos de regularização fundiária avançaram para a aguardada fase de escrituração e registro de imóveis. A agenda é um desdobramento direto das tratativas alinhadas recentemente durante reunião na Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea), reforçando o compromisso da gestão com o setor primário.

A reunião marca a reta final de uma espera de décadas para os produtores, muitos deles idosos, que dedicaram a vida à produção rural na região e aguardavam o documento definitivo de suas terras. O coordenador-geral de Análise e Acompanhamento de Projetos Agropecuários da Suframa, Sérgio Muniz, conduziu as orientações técnicas e detalhou o esforço para destravar os processos e baratear custos para os produtores.

Foto mostra homem de blusa bege falando em um evento dentro de um auditório, ao lado de um homem vestido de paletó

De acordo com Muniz, a Autarquia realizou uma forte articulação institucional para viabilizar essa entrega. “Estamos naquela fase agora de, finalmente, conseguir a escritura e o registro do imóvel. Aqui convocamos uma parcela das pessoas que estão neste estágio. Fizemos ações junto aos cartórios e reuniões junto ao Incra e ao Implurb para poder dar a verdadeira orientação. Só para se ter uma noção, uma escritura de aproximadamente quatro hectares custava em torno de 60 mil reais, e a maioria desses produtores não tem a condição de fazer o pagamento, principalmente à vista, como era exigido”, explicou o coordenador, celebrando os avanços práticos ao citar que alguns agricultores presentes já estão com a escritura pronta para entrega.

Presente no encontro, o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, comemorou a nova fase do DAS e garantiu que o ritmo de entregas será acelerado a partir de agora. “Havia muitos gargalos aqui na Suframa e a gente buscou fazer uma estruturação para que o processo pudesse ser mais célere. Graças a Deus deu tempo de a gente engatar a primeira marcha e, depois que engata a primeira e a segunda, o trabalho flui, e agora vai ser um volume muito grande de sessões e de regularizações de áreas”, pontuou Saraiva.

O superintendente enfatizou ainda que a titulação da terra é um dever do Estado e o princípio básico para o fortalecimento da economia regional. “A burocracia e o mau atendimento no passado ajudaram muito a não esclarecer aquilo que era de direito de vocês e o que deve ser o verdadeiro desejo do Estado, que é fechar a cadeia produtiva. A gente vive reclamando que consome muito alimento de fora do Estado, mas o fato é que nós não tínhamos fechado a cadeia do produtor com assistência técnica, financiamento, licenciamento ambiental e mercado. E tudo isso começa com o título da terra”, complementou.

Ainda durante a reunião, o coordenador-geral Sérgio Muniz informou que os produtores do DAS que ainda não foram convocados devem aguardar o contato da Suframa. A equipe da CGPAG continuará prestando atendimento contínuo para tirar dúvidas e orientar os produtores até que todos os processos aptos sejam devidamente finalizados e escriturados.

Fotos: colaboração de Ester Carvalho/Suframa

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