A Petrobras iniciou nessa sexta-feira (1º) a produção de petróleo e gás da plataforma P-79, no pré-sal da Bacia de Campos, localizada na costa do Sudeste. Segundo a estatal, a operação começou com antecedência de três meses em relação à data prevista no Plano de Negócios 2026-2030 e de um total de cinco meses ante o planejamento do ano anterior (PN 2025-2029).
Oitava plataforma do campo de Búzios, a P-79 tem capacidade estimada em 180 mil barris de petróleo por dia e compressão de gás de 7,2 milhões de m³ diários.
De acordo com a empresa, a plataforma aumentará a capacidade do campo para cerca de 1,33 milhão de barris por dia. Em relação ao gás, a unidade permitirá exportar ao continente, por meio da interligação com o gasoduto Rota 3, até 3 milhões de m³ diários.
A P-79 né uma plataforma do tipo FPSO, que produz, armazena e transfere petróleo. Conforme comunicado da Petrobras, “um casco com um projeto novo equipado com tecnologias para redução de emissões e maior eficiência operacional”.
“O FPSO integra o projeto de Desenvolvimento da Produção de Búzios 8, que prevê 14 poços, sendo 8 produtores e 6 injetores, equipados com sistemas de completação inteligente, que potencializam o gerenciamento da produção. A unidade será interligada com dutos rígidos de produção, injeção e exportação de gás e dutos flexíveis para as linhas de serviço, permitindo a produção em alta capacidade prevista para os poços do campo”, acrescentou a estatal.
A nova plataforma tem 345 metros de comprimento e 180m de altura e veio da Coreia do Sul, com equipes de comissionamento a bordo.
Maior campo do país em reservas e descoberto em 2010, a 180 km da costa do Rio de Janeiro e a mais 2 de mil metros de profundidade, o campo de Búzio superou em 2025 a marca de 1 milhão de barris por dia.
“Operam no campo os FPSOs P-74, P-75, P-76, P-77, Almirante Barroso, Almirante Tamandaré e a P-78, que entrou em operação em dezembro de 2025. Ainda estão em construção os FPSOs P-80, P-82 e P-83; e, em licitação, Búzios 12. No total, o campo de Búzios comportará 12 FPSOs”, informou a estatal.
Choque no preço de petróleo
O início na produção da plataforma ocorre em momento de choque no preço de petróleo em todo o mundo, por causa da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, em andamento desde 28 de fevereiro.
Uma das retaliações iranianas ao conflito no Oriente Médio é o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção global de óleo e gás. O fechamento impacta a logística de distribuição de petróleo e, consequentemente, provoca aumento de preços no mercado internacional.
No início de abril, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a estatal estuda a possibilidade de fazer o Brasil autossuficiente em diesel em até cinco anos. Cerca de 30% do consumo interno desse combustível depende de importações.
O governo brasileiro vem tomando, desde início de março, medidas para conter a alta nos preços de combustíveis, como redução de tributos, subvenção ao diesel importado dividida com estados, subsídio para empresas importadoras de gás de cozinha, incentivos ao setor aéreo por meio de linhas de crédito e isenção de impostos federais no querosene de aviação (QAV), e reforço em ações de fiscalização para conter e punir aumentos abusivos por distribuidoras e postos.
Foto: Estatal anunciou início de operações da plataforma de petróleo e gás P-79 | Divulgação/Petrobras
Fonte: SBT NEWS



