O deputado federal Pauderney Avelino (União-AM) denunciou, em audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, que o vazio do Estado e o abandono da rodovia BR-319 têm favorecido a grilagem de terras nas suas bordas, sob a complacência dos governos federal e estadual.
“Os amazonenses não aguentam mais o isolamento e os custos de não ter uma ligação com o resto do país. O reasfaltamento da BR-319 é uma luta de todos os 4 milhões de amazonenses, que nos tem sido negada com a justificativa de que a estrada pode ser vetor de desmatamento. No entanto, o que ocorre com a ausência completa do Estado é fogo, destruição e grilagem de terras na região de criminosos que vêm de fora do Amazonas”, apontou.
Pauderney Avelino questionou o porquê de os governos federal e estadual, que teriam conhecimento destes fatos, não agem para reprimir a criminalidade no entorno da rodovia. Ao criticar o jogo de empurra entre os Ministérios dos Transportes, do Meio Ambiente e do Ibama quanto às responsabilidades da governança na rodovia, disse que os custos pela manutenção são estratosféricos.
“O resultado é que continuamos sem ter a rodovia e gastando mais de R$ 400 milhões ao ano com manutenção de uma estrada não tem trafegabilidade plena, com mais de 400 quilômetros sem asfalto”, revelou.
Falta de pedido de licença – Outro fato que chamou a atenção do parlamentar durante a audiência pública, presidida pelo deputado Sidney Leite (PSD-AM), foi a afirmação da diretora de Licenciamento Ambiental do Ibama, Cláudia Barros, da inexistência de processo de licenciamento para asfaltamento o trecho do Meio, o mais crítico da rodovia.
“Existem apenas dois processos ativos e em tramitação no Ibama para pedido de licenciamento de instalação de 53 pontes de concreto e o de manutenção da estrada, o que nos causa espanto, após tantas reuniões e apelos da nossa bancada pelo reasfaltamento da rodovia e com a afirmação do presidente Lula de que a obra é prioritária”, observou.



