O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Amazonas realiza entre os dias 12 e 14 de maio uma série de escutas públicas sobre o Centro Histórico de Manaus.
Os encontros acontecem no Museu da Cidade – Paço da Liberdade – e têm como objetivo ouvir quem vive, trabalha e cuida da área tombada para construir, de forma colaborativa, um planejamento de ações voltadas à sua conservação e preservação.
A iniciativa integra o Programa de Conservação, Zeladoria e Educação Patrimonial do Centro Histórico de Manaus, desenvolvido pelo Iphan com a orientação técnica do Estúdio Sarasá. O programa prevê ações integradas de formação, consultoria técnica e planejamento para a conservação da área tombada da capital amazonense.
As escutas subsidiarão a definição de oficinas de conservação que orientarão moradores e zeladores sobre materiais adequados e técnicas corretas para a manutenção das fachadas e demais elementos do conjunto histórico, programadas para o segundo semestre.
Cada sessão reunirá um público específico, garantindo que diferentes perspectivas sobre o centro histórico sejam contempladas no processo.
A programação é a seguinte:
12 de maio (terça-feira) 9h às 12h – Moradores do Centro Histórico; 14h às 17h – Arquitetos, engenheiros, artesãos e artífices
13 de maio (quarta-feira) 9h às 12h – Profissionais que cuidam do patrimônio (manutenção, limpeza, segurança e gestão); 14h às 17h – Comerciantes (lojistas, ambulantes e feirantes)
14 de maio (quinta-feira) 9h às 12h – Trabalhadores do turismo (guias, barqueiros, hotelaria, cultura e afins)
Para a superintendente do Iphan no Amazonas, Beatriz Calheiro, ouvir a população é condição essencial para que o plano de conservação tenha efetividade. “As escutas são condição necessária para o êxito do plano de conservação. Não é possível conservar sem o apoio da comunidade e dos mais diversos atores. Há uma responsabilidade compartilhada do cidadão, do poder público, das instituições na gestão do patrimônio cultural, incluindo o compartilhamento de técnicas, saberes e materiais adequados”, afirmou.
Quem não puder participar presencialmente pode contribuir pelos formulários disponíveis online, organizados por perfil:
– Profissionais na área de preservação do patrimônio cultural:https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScIgb6mbenCn65xXODmWGJXTmxKmArmi-wUeObqAVS2sCdUHg/viewform
– Instituições públicas:https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdx2Q8bhEqMFnFJ8xtqzzQLsQoqM9VO3iTP0MFssopj4ijdew/viewform
– Laboratórios:https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSepbWekAE3BMuu2jhAn_WyhNVnSSBA9s50f_k9z35x8Sij5HA/viewform
O Centro Histórico de Manaus é tombado pelo IPHAN e reúne um conjunto expressivo de edificações e espaços públicos do final do século XIX e início do século XX, período de grande prosperidade econômica impulsionada pelo ciclo da borracha.
Fonte/Foto: Assessoria



