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EUA revogam mais de 100 mil vistos após retorno de Trump à Casa Branca

Departamento de Estado afirma que medida faz parte de nova política migratória mais rigorosa adotada pelo governo americano

O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou nesta segunda-feira (12) que revogou mais de 100 mil vistos desde o retorno do presidente Donald Trump à Casa Branca em 2025.

Segundo o órgão, o número estabelece um novo recorde e reflete o endurecimento da política de imigração do país.

De acordo com o Departamento de Estado, a medida faz parte de uma ampla repressão à imigração irregular e inclui portadores de vistos válidos.

O governo também passou a adotar critérios mais rígidos na concessão de vistos, com triagens ampliadas e análise de comportamento social.

Em publicação na rede social X, o órgão afirmou que cerca de 8 mil vistos de estudantes e 2,5 mil vistos especializados foram cancelados após os titulares terem envolvimento com atividades criminosas nos Estados Unidos.

Quais foram os principais motivos de revogação?

Segundo o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Tommy Pigott, as quatro principais causas para o cancelamento de vistos foram:

  • Permanência irregular no país
  • Dirigir sob efeito de álcool ou drogas
  • Agressão
  • Roubo

Ainda de acordo com Pigott, o número de revogações representa um aumento de 150% em relação a 2024.

O Departamento de Estado anunciou ainda a criação de um Centro de Verificação Contínua, com o objetivo de monitorar se estrangeiros em solo americano cumprem as leis do país.

Segundo o órgão, vistos de pessoas consideradas ameaça à segurança nacional poderão ser revogados de forma imediata.

Estudantes e ativismo político

As novas diretrizes também orientam diplomatas americanos no exterior a avaliar o histórico de ativismo político de candidatos a visto.

Autoridades do governo Trump afirmaram que estudantes estrangeiros e residentes permanentes legais, inclusive portadores de green card, podem ser deportados em casos de apoio aos palestinos ou críticas à atuação de Israel na guerra em Gaza.

O governo classifica essas ações como ameaça à política externa dos Estados Unidos e acusa alguns grupos de serem pró-Hamas.

Foto: Reuters

Fonte: SBT News

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