O fenômeno El Niño pode se tornar um dos mais fortes já registrados até o fim deste ano, segundo uma nova previsão divulgada nesta quinta-feira (9) pelo Centro de Previsão Climática (CPC) dos Estados Unidos, órgão ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).
No boletim mais recente, a NOAA informou que o El Niño continua em desenvolvimento e deve ganhar ainda mais força nos próximos meses. A agência manteve o alerta para o fenômeno e estima 97% de chance de que ele continue ativo no início de 2027.
A projeção mostra ainda que há 81% de probabilidade de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro deste ano, quando é primavera e verão no Brasil. O evento “se classifica entre os maiores registados na história, que remontam a 1950”, acrescentou o serviço de previsão meteorológica dos EUA.
Segundo o relatório, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial se intensificou nas últimas semanas. A NOAA observou uma ampla área com temperaturas acima da média na região central e leste do oceano, além de mudanças na circulação dos ventos e da atmosfera que confirmam o fortalecimento do fenômeno.
Apesar da intensidade prevista, a NOAA ressalta que nem mesmo os episódios mais fortes de El Niño provocam os mesmos efeitos em todas as regiões do planeta. O fenômeno aumenta as chances de determinados padrões climáticos, mas seus impactos variam conforme as características de cada país e de cada estação do ano.
Efeitos do El Niño no Brasil
🔎 O El Niño acontece quando as águas da região central e leste do Oceano Pacífico ficam mais quentes do que o normal por um período prolongado. Esse aquecimento interfere na circulação da atmosfera e pode mudar o comportamento do clima em várias partes do mundo.
Segundo a NOAA, esses efeitos variam de uma região para outra. No Brasil, por exemplo, o El Niño costuma aumentar as chuvas na Região Sul, enquanto o Norte e parte do Nordeste podem enfrentar estiagens mais prolongadas.
O fenômeno também pode elevar as temperaturas e alterar o regime de chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste, afetando a produção agrícola, os reservatórios e o abastecimento de água. Em outras regiões do planeta, o fenômeno pode provocar secas, chuvas acima da média, ondas de calor e outras mudanças nos padrões climáticos.
Fonte: SBT NEWS



