A CPMI do INSS ouve nesta segunda-feira (9) o depoimento de Paulo Camisotti, filho e sócio do empresário Maurício Camisotti, que segue preso por suspeita de participação no esquema de fraudes em benefícios previdenciários por meio de descontos associativos indevidos. A oitiva deve começar a partir das 16h, no Senado Federal.
Ele é apontado como um dos principais envolvidos no escândalo que desviou dinheiro de aposentados e pensionistas do INSS. Camisotti obteve o direito de permanecer em silêncio durante depoimento por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), lamentou medida em postagem publicada nesse domingo (8) nas redes sociais.
“Faço um registro claro e responsável: o direito ao silêncio é uma garantia constitucional, mas não pode ser utilizado como instrumento para frustrar, atrasar ou esvaziar investigações, especialmente diante de fatos graves que atingem aposentados, órfãos e viúvas”, escreveu.
Viana reforçou que não vai aceitar “o descumprimento de atos formais da CPMI”. “Se houver recusa injustificada, adotarei todas as medidas legais, inclusive a condução coercitiva, como prevê a legislação”, afirmou.
A outra oitiva que estava prevista para hoje, do deputado estadual Edson de Araújo (PSB-MA), foi adiada por questão de saúde.
“A Junta Médica do Senado decidiu que o senhor Edson está em condições de prestar depoimento, mas não deve se deslocar até Brasília neste momento, em razão de cirurgia recente. Diante disso, a oitiva será remarcada para data oportuna, em estrito respeito à recomendação médica”, escreveu Viana em publicação postada nesta segunda.
Foto: Divulgação/Carlos Moura/Agência Senado
Fonte: SBT NEWS



