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Grupo que atuou no RS resgata animais na Venezuela

Ao SBT News, médica-veterinária do GradBrasil afirma que tragédia na Venezuela é diferente de tudo o que a equipe já enfrentou: "inimaginável"

O Grupo de Resposta a Animais em Desastres (Grad Brasil), que ganhou reconhecimento nacional ao atuar nas enchentes do Rio Grande do Sul, está na Venezuela auxiliando no resgate de animais após os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram o país na última quarta-feira (29).

A missão conta com oito integrantes e nove voluntários de Manaus, treinados pela própria organização. A equipe faz parte da força-tarefa coordenada pelo Governo Federal brasileiro para atuar na resposta ao desastre.

Desde o início das operações, o grupo já compartilhou o resgate de um galo, um jabuti, gatos e cães encontrados entre os escombros e residências afetadas pelos tremores. Segundo a organização, muitas das casas afetadas ainda têm animais presos, enquanto o paradeiro de diversos tutores permanece desconhecido.

Além das ações de resgate, os voluntários também distribuem água e alimento para animais que continuam nas áreas atingidas. Potes de ração e água estão sendo deixados em pontos estratégicos de cidades do estado de La Guaira, região declarada “zona de desastre” pelas autoridades venezuelanas por concentrar os maiores danos.

Entre as localidades mais afetadas estão Caraballeda, Macuto, Naiguatá e Catia La Mar, onde bairros inteiros foram reduzidos a escombros. A capital, Caracas, também sofreu impactos provocados pelos tremores.

Em entrevista ao SBT News, a presidente do Grad Brasil, a médica-veterinária Carla Sássi, afirmou que a dimensão da tragédia na Venezuela é diferente de tudo o que a equipe já enfrentou.

“A situação aqui é algo absurdamente gigante, absurdamente fora de qualquer possibilidade de uma resposta humanitária eficiente”, afirmou.

Segundo Carla, a escassez de equipes e de equipamentos faz com que os profissionais sejam acionados para diferentes tipos de ocorrência, inclusive envolvendo vítimas humanas.

“Todos os médicos-veterinários também são bombeiros civis, os resgatistas, e a gente tem bombeiro militar também na equipe, enfermeiro, enfim. Então a gente está sendo solicitado para várias demandas, desde atendimento a pessoas que se machucam, passam mal, até quando são encontrados corpos ou possibilidade de vítima humana viva”, contou.

Grupo atua no resgate de animais e pessoas presas entre os escombros | Arquivo Pessoal
Grupo atua no resgate de animais e pessoas presas entre os escombros | Arquivo Pessoal

Até o momento, o governo venezuelano calcula 2.295 mortos e mais de 11 mil feridos em decorrência do duplo terremoto. Além disso, uma plataforma colaborativa criada para reunir informações sobre desaparecidos já registra mais de 49 mil pessoas procuradas por familiares.

Cerca de 1.600 equipes de resgate de diferentes países, incluindo do Brasil, participam das operações de busca. As ações são concentradas principalmente nas áreas onde há maior número de edifícios destruídos. Acampamentos provisórios foram instalados pela região para atender os desabrigados.

Fotos: Grupo tem compartilhado nas redes sociais as ações de salvamento | Reprodução/Instagram @gradbrasil

Fonte: SBT NEWS

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