Amazonas

Amom entrega três lanchas para atendimento de povos indígenas no Amazonas

As embarcações vão beneficiar o povo Sateré-Mawé, os “filhos do guaraná”

O deputado federal Amom Mandel entregou nesta sexta-feira (12/06) três lanchas adquiridas com recursos de emenda parlamentar. As embarcações vão servir para o fortalecimento da assistência e do deslocamento de povos indígenas no Amazonas.

O investimento total da emenda, destinada em 2025, foi de R$ 1,050 milhão. As lanchas serão distribuídas entre os municípios de Barreirinha, Parintins e Maués, áreas estratégicas para o atendimento de comunidades indígenas amazônicas.

As embarcações são do tipo alumínio naval cabinado, equipadas com motor de popa Yamaha 90HP, modelo utilizado amplamente em operações institucionais e de transporte fluvial na Amazônia por sua resistência, segurança e capacidade de navegação em longas distâncias. As lanchas já estão identificadas com o logotipo da Funai.

Na prática, o equipamento representa mais do que mobilidade. Em uma região onde rios funcionam como estradas, o acesso à saúde, fiscalização territorial, transporte de equipes técnicas, entrega de insumos e atendimento emergencial depende diretamente da estrutura fluvial disponível.

A principal população indígena beneficiada é a do povo Sateré-Mawé, um dos mais tradicionais da Amazônia brasileira. Os Sateré-Mawé vivem principalmente na Terra Indígena Andirá-Marau, localizada entre os estados do Amazonas e Pará, abrangendo justamente municípios como Maués, Barreirinha e Parintins. Segundo dados do Instituto Socioambiental (ISA), o povo soma mais de 16 mil indígenas.

Reconhecidos historicamente como os “filhos do guaraná”, os Sateré-Mawé foram responsáveis pela domesticação e pelo cultivo do guaraná muito antes da chegada dos colonizadores europeus. O fruto, hoje consumido mundialmente, possui profundo significado espiritual, econômico e cultural para o povo indígena.

Representantes locais da etnia reconheceram o trabalho desenvolvido pelo deputado em prol das causas indígenas em Brasília em como Marco Temporal e a Universidade indígena.

“As lanchas vão ajudar muito na fiscalização dos territórios indígenas. Obrigada por olhar com caminho e destinar recursos para os povos originários. Estamos muito felizes. Nosso território é constantemente invadido por madeireiros, por garimpeiros e com essas lanchas o senhor está ajudando a gente a proteger o território, a cultura, a biodiversidade do povo Sateré Maué. O senhor é realmente aliado dos povos indígenas”, declarou Jecinaldo Sateré, coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena Parintins (Dsei-Parintins).

Além da preservação cultural, as comunidades enfrentam desafios históricos relacionados ao isolamento geográfico, acesso a serviços públicos e deslocamento em áreas remotas da floresta. Em muitos trechos, o transporte fluvial é a única alternativa possível.

Para Amom Mandel, fortalecer a estrutura de atendimento aos povos indígenas significa enfrentar um dos principais gargalos logísticos da Amazônia.

“Na Amazônia, uma lancha não é luxo. É acesso à saúde, proteção territorial, transporte de equipes e dignidade para comunidades inteiras. Muitas vezes, o rio é a única estrada disponível. Garantir estrutura adequada é garantir presença do Estado onde historicamente ele mais falhou”, afirmou o deputado que segue em agenda no Baixo Amazonas ao longo do fim de semana.

Fonte/Foto: Assessoria Amom Mandel em Manaus

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