Amazonas

MP implementa medidas para combate incêndios criminosos no interior do AM

Articulada com projeto do MPAM, série de procedimentos visa reduzir ocorrências nos dois municípios

Com objetivo de prevenir, enfrentar e mitigar os impactos de incêndios florestais criminosos, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou procedimento administrativo para implementar medidas preventivas e repressivas contra queimadas e desmatamento nos municípios de Nova Olinda do Norte e Careiro da Várzea. As diligências foram determinadas pela promotora Tainá dos Santos Madela, responsável pelas duas comarcas.

O procedimento está alinhado à “Ação Coordenada – Combate ao Desmatamento e aos Incêndios Florestais”, projeto coordenado pela Corregedoria-Geral do MPAM cujo intuito é articular estratégias e estabelecer medidas para combater os efeitos causados por crimes ambientais.

As medidas atendem a necessidade de responder ativamente às consequências e aos impactos decorrentes das queimadas, cada vez mais sentidos pela população amazonense. “Os dados técnicos evidenciam a gravidade da situação: 278.299 focos de incêndio florestal registrados em 2024 pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), um aumento de 46,5% em relação a 2023. A Amazônia registrou 17,9 milhões de hectares queimados. A Ação Coordenada estabelece oito linhas estratégicas de atuação preventiva e repressiva, e o procedimento visa implementar essas ações em Nova Olinda do Norte e Careiro da Várzea”, declarou a promotora.

As ações preventivas englobam:
➥ Monitoramento da qualidade do ar;
➥ Formação, treinamento e apoio a brigadas;
➥ Promoção de atividades de educação ambiental nas escolas;
➥ Incentivo à arborização urbana;
➥ Divulgação de canais de denúncia;
➥ Articulação entre órgãos ambientais, de segurança e defesa civil para ações conjuntas;
➥ Fiscalização e responsabilização civil de autores de incêndios criminosos e desflorestamento.

O procedimento também solicita que as prefeituras encaminhem informações sobre a estrutura municipal para atender ocorrências variadas de queimadas e focos de incêndios, informando dados sobre o efetivo de brigadistas, se há necessidade de contratação temporária de novos profissionais, qual a disponibilidade de veículos terrestres, fluviais e aéreos para deslocamento e os recursos orçamentários destinados ao combate aos incêndios.

“O procedimento busca efetivar os princípios da precaução, prevenção e justiça climática, de acordo com as diretrizes da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, visando a proteção da biodiversidade amazônica e a garantia da saúde pública”, ressaltou a promotora Tainá Madela.

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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