Alfredo diz que prioridade deve ser a prevenção de doenças e não a construção de hospitais

O candidato da coligação “Trabalho bom merece continuar”, Alfredo Nascimento (PL), afirmou na tarde desta quarta-feira, 14, em entrevista a um portal de notícias que antes de construir hospitais, um bom prefeito precisa se preocupar em evitar que as pessoas adoeçam.

“Não existe cidade nenhuma no mundo que preste um bom serviço de saúde se não tiver uma cobertura efetiva da população. A administração do (prefeito) Arthur (Neto) já chegou a mais de 64%. Vou trabalhar para alcançar 100% de cobertura. Não existe segredo e não precisa construir hospitais. O que deve ser feito é diagnosticar e acompanhar o paciente para que ele não precise de internação”, sugeriu Alfredo.

Um exemplo, segundo ele, é uma pessoa hipertensa, que precisa fazer uso contínuo de medicamento para controlar a pressão arterial. “Se ele não tiver o acompanhamento e o medicamento, pode ter um AVC e precisar de leito em hospital ou pronto-socorro. E o médico da família, que eu quero que volte a fazer visita domiciliar, tem exatamente essa função, cuidar desses pacientes”.

Segundo Alfredo, é muito mais barato investir em prevenção do que na construção de hospitais. “Não dá para construir uma casa sem pensar nos alicerces. Assim é com a saúde. Você constrói um hospital hoje e em dois meses ele estará superlotado se não for feita a prevenção das doenças. Um bom prefeito deve trabalhar para que a população não adoeça.

Essa é a proposta do Sistema Único de Saúde, o SUS. Vamos pensar em cuidar das pessoas para que elas não precisem de hospitais”, disse, lembrando que média e alta complexidades em saúde são atribuições da esfera estadual.

O candidato lembrou que quando assumiu a prefeitura, em 1997, Manaus tinha um sistema de saúde precário e que em menos de um ano conseguiu implementar um programa bem sucedido, por meio do qual os médicos e suas equipes visitavam as casas das famílias que viviam na área de abrangência de cada “casinha de saúde” que instalou e toda a cidade.

“Não inventei nada. Estive em Cuba, um país pobre que tinha a menor taxa de mortalidade infantil do mundo. Copiei o projeto, porque penso que um prefeito não tem que inventar nada e que deve, sim, adequar aquilo que for bom para seu povo. E o resultado foi mais do que positivo”, apontou.

Segundo ele, o Programa Médico da Família diagnosticou, em muitos casos, que a “doença” era, na verdade, a fome. “Nossos médicos enxergavam isso nas visitas que faziam e prescreviam comida, por ser o remédio que aquelas famílias precisavam e os agentes de saúde entregavam os alimentos nas casas. Assim, milhares de pessoas deixaram de adoecer, não precisando de clínicas ou hospitais”, lembrou.

“Priorizar a construção de hospitais mostra não só falta de experiência, mas principalmente desconhecimento da dinâmica do SUS”, finalizou.

 

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