Semed discute ensino cívico-militar em escolas municipais durante audiência pública na Aleam

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), participou, nesta quarta-feira, 8/9, de Audiência Pública da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), para debater o ensino cívico-militar no Amazonas, realizada pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Coed/Aleam). A ação ocorreu no auditório do órgão legislativo, localizado no bairro Flores, zona Centro-Sul, em formato híbrido.

O secretário de Educação, Pauderney Avelino, e a chefe do Departamento de Apoio à Gestão Escolar da Semed, Rute Moreira, participaram de forma remota, enquanto a chefe da Divisão Distrital Zonal (DDZ) Leste 2, Socorro Duarte, de forma presencial.

Pauderney Avelino destacou a importância das escolas cívico-militares para o novo contexto social de Manaus e que a Semed apoia esse modelo, pensando a partir do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares do Ministério da Educação (MEC).

“Estamos nesse projeto por entendermos que as escolas cívico-militares cumprem um papel fundamental neste momento, em que muitas famílias estão em vulnerabilidade social. Por isso também, estamos com o projeto das escolas cívico-militares, para que o formato e o conceito da disciplina e do pedagógico utilizados nessas escolas sejam implementados nas nossas”, enfatizou.

As escolas cívico-militares são instituições públicas comuns em que a gestão administrativa e de conduta são de responsabilidade de militares ou profissionais da área das Forças Armadas, enquanto que a gestão pedagógica fica sob a responsabilidade de profissionais da Educação.

Atualmente, a Semed está em tratativas com o Ministério da Educação e com a Polícia Militar do Amazonas (PM/AM), para implementação do modelo de escolas cívico-militares em duas unidades de ensino da rede municipal de Manaus. A escola Plínio Ramos Coelho, localizada no bairro Tancredo Neves, e a escola municipal Dom Jackson Damasceno, no Jorge Teixeira, ambas na zona Leste, em área de vulnerabilidade social, devem ser contempladas.

Segundo a chefe do Departamento de Apoio à Gestão Escolar, Rute Moreira, a audiência serviu para a Semed conhecer mais sobre o modelo de escolas cívico-militares.

“Essa discussão é importante porque o modelo cívico-militar é novo e muitos educadores não o conhecem. Além disso, precisamos regulamentar a lei, para a contratação dos policiais militares da reserva”, relatou.

As duas unidades contempladas no projeto-piloto de escolas cívico-militares do município fazem parte da DDZ Leste 2, e segundo a chefe Socorro Duarte, quem mais ganhará com isso serão os alunos.
“Entendemos que esse modelo será muito importante para essas escolas, pois estão situadas em áreas de vulnerabilidade social e esse formato de ensino será extremamente benéfico para a formação dos alunos dessas unidades, por estarem inseridos em um contexto social peculiar e repleto de adversidades. Vemos isso como uma dádiva, como uma benção para essas unidades de ensino”, explicou.