A terceira e última noite do 59º Festival de Parintins encerrou a disputa entre os bois-bumbás Caprichoso e Garantido. Abrindo as apresentações, o Caprichoso levou à arena o tema “O Brinquedo da Resistência Canta: Norte Brasil – Chão de Bravos”, exaltando a identidade, a memória e a resistência cultural dos povos amazônicos. Fechando o festival, o Garantido apresentou o tema “Parintins, Terra Encantada”, celebrando a riqueza cultural, as tradições e os encantos da ilha.
Boi Caprichoso
Na terceira noite, o Caprichoso reafirmou o boi-bumbá como símbolo de resistência cultural e identidade amazônica. A proposta exaltou a memória, o pertencimento e a força dos povos do Norte, destacando a cultura popular como espaço de preservação das tradições, valorização das raízes e afirmação da história da região.


O boi azul e branco levou à arena a Lenda Amazônica “Nhaçã Hekã – Macacos Comedores de Gente”, que retratou a coragem do guerreiro Maricá ao libertar seu povo de criaturas que aterrorizavam a floresta. Em seguida, apresentou a Figura Típica Regional “As Farinheiras da Amazônia”, valorizando o papel das mulheres na preservação dos saberes ancestrais ligados à mandioca e à cultura alimentar da região. Na sequência, encenou o tradicional Auto do Boi Brasileiro – Exaltação Cultural, reafirmando as origens do Boi-Bumbá e a força da cultura popular brasileira. A apresentação foi encerrada com o Ritual de Iniciação Xamânica Xikrin M-Bêngôkre Xikrin, que retratou a jornada espiritual dos xamãs do povo Xikrin, evidenciando a ancestralidade e a profunda conexão entre os povos indígenas e o mundo espiritual.
Entre os destaques da noite, a Sinhazinha Valentina Cid encantou o público ao tocar violino na arena, enquanto o jaguar robótico agregou inovação e impacto visual à apresentação do Pajé Erick Beltrão.

Boi Garantido
Encerrando o festival, o Garantido destacou Parintins como um lugar de arte, fé e magia, reafirmando a ilha como símbolo da cultura amazônica e do boi-bumbá. O espetáculo valorizou os saberes ancestrais, as lendas, os ritos e a diversidade dos povos indígenas que construíram a história e a identidade cultural da região.


O boi vermelho e branco abriu sua apresentação com a Celebração Temática “Parintins, Terra Encantada”, celebrando Parintins como um território de encantarias, mitos, ancestralidade e diversidade cultural. Também levou à arena a Lenda Amazônica “Templo do Sol”, inspirada na tradição do povo Konduri, que narrou a trajetória de Kwaracy, representando a origem da luz e da vida. A Figura Típica Regional “Festeiro de Santo” homenageou a devoção popular amazônica, evidenciando a importância das festas religiosas, das promessas e das celebrações comunitárias como expressão da fé e da cultura regional. Encerrando sua participação, apresentou o Ritual Indígena “A Travessia das Cinzas”, inspirado na tradição funerária do povo Konduri, retratando a passagem do espírito para o outro mundo e a conexão entre os seres humanos, as águas e os seres encantados da Amazônia.
Um dos momentos mais marcantes da terceira e última noite, que emocionou os torcedores encarnados, foi a despedida da Cunhã-Poranga Isabelle Nogueira, que encerrou um ciclo de 11 anos no Boi Garantido, após atuar por três anos como Rainha do Folclore e nove anos como item de número 9.
Após três noites de espetáculo na arena do Bumbódromo, a expectativa agora é pela apuração das notas dos jurados, marcada para esta segunda-feira (29), às 16h, após a partida da Seleção Brasileira pela Copa do Mundo. Ao final da contagem dos votos, será conhecido o boi-bumbá campeão do 59º Festival Folclórico de Parintins de 2026.
Fotos: Simone Brandão, Sidney Simas – SECOM e Leonardo Santos – SEMED



