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Trump diz que acordo com Irã ‘não é final’ e ameaça ataques

Presidente norte-americano afirmou que pode retomar guerra caso não fique satisfeito com entendimento entre os países

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (17) que pode retomar a guerra contra o Irã. Durante cúpula do G7, na França, o republicano afirmou que o entendimento firmado entre os países no início da semana não é “um acordo final” e que pode voltar a ordenar ataques.

“O texto do acordo não é final, é um memorando de entendimento. E se eu não gostar, nós vamos voltar a bombardeá-los. Se eu não gostar, se eles não se comportarem, voltaremos a bombardear bem no meio da cabeça deles, porque eles se comportaram mal por 47 anos”, disse Trump, em coletiva.

Mediado pelo Paquistão, o memorando de entendimento foi firmado pelos países no último domingo (14), com assinatura programada para sexta-feira (19). Entre os pontos centrais do acordo estão um cessar-fogo de 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz – rota de cerca de 20% do petróleo mundial.

Já o debate sobre o programa nuclear iraniano deve ocorrer numa segunda fase de negociações. O enriquecimento de urânio por Teerã foi o que levou Trump a iniciar a operação coordenada com Israel contra o país, em 28 de fevereiro.

Restringir a capacidade nuclear do Irã é uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções.

Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por Donald Trump, que alegou que ele era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso.

Agora, em seu segundo mandato, Trump vem pressionando o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.

Foto: Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Reuters

Fonte: SBT NEWS

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